 Desde
as primeiras etapas da colonização do Brasil a Mata
Atlântica tem passado por uma série de fases de conversão
de florestas naturais para outros usos, cujo resultado final observa-se
nas paisagens hoje fortemente dominadas pelo homem. A maior parte
dos ecossistemas naturais foram eliminados ao longo de diversos ciclos
desenvolvimentistas, nem sempre bem planejados, resultando na destruição
de habitats extremamente ricos em recursos biológicos . A Mata
Atlântica foi tradicionalmente a principal fonte de produtos
agrícolas para populações litorâneas e
atualmente abriga os maiores pólos industriais e silviculturais
do Brasil, além dos mais importantes aglomerados urbanos de
todo o país.
A
dinâmica da destruição foi mais acentuada durante
as últimas décadas, embora já tenha sido estabelecida
desde o Século XIX, resultando em alterações
severas o suficiente para que os resultados danosos já fossem
notados. A vasta maioria dos animais e plantas ameaçados de
extinção no Brasil estão representados nesse
bioma e, das sete espécies brasileiras consideradas extintas
em tempos recentes, todas encontravam-se distribuídas na Mata
Atlântica.
A
Mata Atlântica significa também abrigo para várias
populações tradicionais. A maior parte das nações
indígenas que subsistem está em situação
precária, em terras progressivamente ameaçadas por interesses
diversos. Outro aspecto primordial são os recursos hídricos
que nascem ou cortam a Mata Atlântica. |