Mambucaba
Mambucaba
recebeu, então, muitas famílias de franceses, que
ali se estabeleceram fundando engenhos de cana e plantando café.
Eram tão numerosos que a vila chegou a possuir um Vice-Consulado
da França, coisa que nem Angra ou Paraty possuíram.
A vila chegou a ter um teatro, banda de música, loja maçônica,
cadeia e pôrto movimentado.
Entretanto,
a decadência começou cedo, com a Lei Eusébio
de Queiroz, em 1850, que proibiu o tráfico de escravos no
Brasil, uma das fontes de renda local. A inauguração
da estrada de ferro da Serra do Mar, em 1866, foi outro rude golpe,
agravado pelas leis emancipacionistas que, à partir de 1871,
foram aos poucos liberando os escravos. Em 1887, Mambucaba ainda
se gabava de possuir cadeia pública. Com a Abolição
da Escravatura no ano seguinte, a vila perdeu seus trabalhadores
e vegetou modorrentamente até a construção
da BR-101, em 1973/74.
Com
a construção da Usina Nuclear na Praia de Itaorna,
nas proximidades, Mambucaba ganhou novo alento e esperança
no futuro, surgindo logradouros novos, destinados a abrigar os funcionários
da usina, bem como outros da Petrobrás, origem de dois bairros
recém surgidos no lado direito do Rio, respeitando com rara
sensibilidade o núcleo histórico colonial, que foi
rigorosamente preservado. Agora, com o turismo batendo às
suas portas, atraído pelas belezas naturais de suas praias
e por sua arquitetura preservada, nascem novas expectativas de que,
em breve, Mambucaba recupere o antigo esplendor.
A
vila de Mambucaba, em seu núcleo antigo, foi tombada pelo
IPHAN em 11/12/1969.
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