A
Ilha Grande é, no contexto de Angra dos Reis, um mundo
à parte. Com seus 174 km², perde apenas em tamanho
para a Ilha Bela. Descoberta por Martim Afonso de Souza, e doada
em 24 de Janeiro de 1559 a Vicente da Fonseca, a ilha possui
diversas praias, pontas cabos e enseadas. Seu relevo é
montanhoso e apresenta como pontos culminantes a Pedra d’Agua
(1036 m) e o Pico do Papagaio (959 m).A Ilha é um fragmento
do maciço litorâneo (Serra do Mar), e está
recoberta por densa floresta tropical, derrubada em alguns trechos,
para a implantação de roças de subsistência.
Sua ocupação
começou com bandos de caçadores-coletores há
aproximadamente 3.000 anos atrás, que deixaram inclusive
sambaquis (cemitérios indígenas), e prosseguiu
com grupamentos indígenas que praticavam a agricultura
com fogo. Mais tarde, no século XVII estabeleceram-se
fazendas de cana e café.
Durante
o século XX, a Ilha , ao mesmo tempo em que se constituía
em colônia penal, desenvolvia uma atividade de salgamento
de sardinhas. A década de 1970, com a abertura da Rio-Santos,
sela a sua vocação turística. Por outro
lado, cumpre assinalar a fragilidade deste ecossistema face
à pressão da atividade turística, a qual
o poder público tem tentado preservar através
da implantação de unidades de conservação.