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história da UERJ na Ilha Grande se inicia em 1994, quando
o Governo do Estado do Rio de Janeiro concedeu à Universidade,
por cessão de uso, a área que havia sido ocupada pela
Colônia Penal Cândido Mendes. A UERJ passou então
a ser cessionária das antigas instalações e
benfeitorias remanescentes do extinto presídio, da estrada
que liga Vila Abraão a Vila Dois Rios e da área florestada
que pertencia à antiga Colônia e que inclui parte do
Parque Estadual da Ilha Grande com uma importante cobertura de mata
atlântica, restinga e manguezais, além dos rios Andorinhas,
Barra Pequena e Barra Grande.
Em 1995, a UERJ iniciou efetivamente suas atividades na Ilha Grande,
com os primeiros projetos de pesquisa usando como base um dos imóveis
sob sua tutela: a casa da antiga sede administrativa do presídio
de Vila Dois Rios, o chamado "Casarão".
A
inauguração das atuais instalações do
Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável
(Ceads), em 1998, foi um acontecimento importante para as atividades
de pesquisa, ensino e extensão na UERJ e, desde então,
o monitoramento ambiental têm sido a tônica do trabalho
do Ceads.
A
área de Vila Dois Rios é classificada pela legislação
municipal como uma zona urbanística de "preservação
congelada", onde não são permitidas novas edificações.
Por isso, a UERJ elaborou um plano de ocupação harmônica
e flexível para espaço urbano do campus de Vila Dois
Rios que prevê a gradual recuperação dos prédios
já ali existentes, integrando as novas atividades com aquelas
já desenvolvidas pelo Ceads e pela comunidade local.
Para
ampliar e integrar as atividades econômicas e de pesquisa
na Ilha, a UERJ inaugurou em janeiro de 2002 novas instalações
no campus Ilha Grande: uma Unidade Básica de Saúde,
um Centro de Convivência e a capela Nossa Senhora dos Homens,
construída em 1938 e agora totalmente recuperada.
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