A comunidade que chegou a esta região, vinda da Patagônia,
era formada por grupos coletores nômades que se alimentavam
de pequena caça e pescado. Não possuíam cerâmicas,
trançados finos ou armas aprimoradas e viviam em pequenas
choupanas de fibras, quando não em abrigos sobre rochas,
grutas, lapas etc. Faziam pequenos instrumentos líticos,
a maior parte simples seixos de rios, usados como quebra-cocos ou
conchas e, também, pequenos adornos com conchas e pedras.
Nunca possuíram escrita e não sabemos como era seu
dialeto ou dialetos.
Por coletarem com facilidade conchas e mariscos, os quais eram a
base de sua alimentação, de cujos restos formavam
verdadeiras montanhas de detritos, foram apelidados pelos seus sucessores,
os índios tamoios, de “Sambaquis”, cuja tradução
literal significa “monte de conchas”.