Tupis
Em
suas lutas, não se podia matar ou ferir mulheres, crianças,
animais, homens desarmados ou covardes. O índio que desobedecesse
a essa determinação era expulso da aldeia e podia
ser morto. Os índios praticavam a antropofagia apenas em
caso de prisioneiros de guerra, e mesmo assim o devorado deveria
ser um ótimo guerreiro, pois eles acreditavam que com a antropofagia
seriam absorvidos pelos comensais as qualidades viris do devorado.
Mulheres, crianças, velhos e covardes nunca seriam comidos.
 Os
mais numerosos grupos de índios tupis da Costa Verde se auto-intitulavam
os “tamoios”, cuja tradução literal significa
“os mais velhos”. A arqueologia veio confirmar tal assertiva,
pois o exame dos testemunhos indígenas locais confirmou que
eles já ocupavam aquela região desde o século
VI. Em caso de necessidade, como por exemplo, no caso de um ataque
de um inimigo externo, varias aldeias poderiam se coligar e eleger
um cacique comum. Isso ocorreu diversas vezes com os tamoios, e
quando os portugueses os ameaçaram no século XVI,
todas as aldeias costeiras de São Vicente à Guanabara
se uniram, na tão decantada “confederação
dos tamoios”, tendo sido na ocasião eleito um cacique
comum, o “Cunhambebe” (cuja tradução literal
era “voz de mulher”!), que chefiou a resistência
contra o invasor por muitos anos, até ser convertido ao cristianismo
pelos padres jesuítas.
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