Pirataria
na Ilha Grande “A
história registra um grande número de corsários
ingleses que surgiram em nossa costa, ora traficando escravos e
contrabandeando pau-brasil, ora abordando navios e saqueando cidades.
No Sul, seus lugares preferidos para a espreita eram as ilhas: da
Marambaia, dos Porcos , Grande, São Sebastião, Santa
Catarina, onde passavam as frotas espanholas e lusitanas que iam
e vinham do Prata carregando riquezas, durante os anos de 1585 a
1605.
Os
holandeses também marcaram presença na Ilha Grande,
no início do século XVII. Registraram-se alguns conflitos
entre holandeses e mestiços índios-portugueses que
habitavam a Ilha. Os holandeses deixaram herança genética
na ilha, o que pode ser observada pela presença de nativos
com alguns traços índios, olhos azuis e cabelos loiros.
Com a invasão holandesa no norte do Brasil, a freqüência
daqueles navios tornou-se rara na baía da Ilha Grande.
Depois
dos holandeses que tiveram passagem curta pela Ilha Grande, vieram
os franceses, no início do século XVIII e por 17 anos
(1701 - 1718) . Um dos pontos de interesse dos corsários
franceses pela Ilha Grande, residia no fato da ilha ser vizinha
à Paraty, porto marítimo de escoamento do ouro extraído
das minas gerais; a inexistência de fortificações
e de tropas; abundância de lenha e água, além
do que, preferiam a Ilha Grande para se refrescarem, pois a geografia
dela apresentava, ante qualquer surpresa,uma melhor possibilidade
de fuga. Existem registros de que vários navios carregados
de mercadoria de origem francesa, principalmente de tecidos, descarregaram
na Ilha Grande, precisamente nas enseadas das Palmas, Abraão
e Sítio Forte.”
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