A Ocupação da Ilha Grande
 Logo
que o Doutor Vicente da Fonseca tomou posse dos terrenos que lhe
foram doados, tratou, em boa hora, de chamar para elas, diversos
colonos açoreanos, fazendo por seu turno a estes, importantes
doações. O nome Ilha Grande é literalmente
a tradução da denominação indígena
“Ipaum-Guaçu”.
Os que primeiramente vieram, vendo a uberdade das terras, trataram
de chamar seus parentes e amigos das ilhas de São Miguel,
Santa Maria, Terceira, São Jorge, Graciosa, Faial, Pico,
Flores e Corvo, que formam o arquipélago Açoriano,
para auxiliados por eles, mais facilmente ganharem a vida. Inicialmente
plantaram cana e fundaram diversos engenhos, tendo as colheitas
auferido grandes lucros. Por dois séculos a vida transcorreu
calma e sem muitos atropelos. A presença de piratas de várias
nacionalidades que rondavam o arquipélago não foi
suficiente para perturbar a pacata comunidade.
Tornando-se
bastante difícil, quase impossível o Pároco
da Vila de Angra dos Reis cumprir com zelo seu sagrado ministério,
pois tinha de deslocar-se do continente à Ilha em falua própria,
e fazendo isso ver ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom José Justiniano
Mascarenhas Castelo Branco, o sétimo desse Bispado, este,
por Provisão Episcopal de 08 de janeiro de 1803, elevou essa
ilha à categoria de Paróquia, com a invocação
de Santana, por ter sido edificada para servir de Igreja Matriz,
a Capela mandada construir pelo próprio ofertante Major Bento
José da Costa, em 1796, nas marinhas de sua Fazenda de Santana,
no lugar denominado Ponta da Maria Ubalda.
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