Esse processo provocou inúmeras modificações na organização do espaço do município, resultando em vários conflitos de terras e alijando a população caiçara, que foi obrigada a deslocar-se para áreas menos valorizadas, como os morros do centro e periferias distantes. Além disso, trouxe uma diminuição da área agrícola e do número de agricultores; passaram a ser comuns os aterros e a destruição dos mangues, fazendo com que surgisse uma grande demanda por obras de infra-estrutura.
Em 1974, com a abertura da auto-estrada Rio-Santos deu-se novo impulso ao turismo local, surgindo hotéis, pousadas e serviços turísticos, então embrionários. A facilidade de comunicações tanto com o Rio de Janeiro quanto São Paulo possibilitou o surgimento de diversos condomínios e casas luxuosas, tornando-se Angra cidade de veraneio nos anos setenta.
Nesse mesmo ano de 1974, o então Presidente Ernesto Geisel assinou acordo com o governo alemão para construção de vinte e seis usinas nucleares no país, a começar por Angra dos Reis, que tem sua primeira usina instalada na Praia de Itaorna, onde depois foi iniciada a construção da segunda e, até de uma terceira usina, estando ainda incompletas e só as duas primeiras em funcionamento.

[ Desenvolvimento - 1, 2, 3, 4 ] | [Rio-Santos - 1, 2] | [Verolme - 1, 2] | [Café - 1, 2, 3]
[Base Naval - 1, 2, 3] | [Porto 1, 2] | [Decada de 70 - 1, 2] | [Usina - 1, 2, 3, 4, 5] | [Frota - 1, 2, 3]