| Entretanto,
a supremacia da “Rainha da Costa Verde” já estava
de muito ameaçada. Em 1820, fora inaugurada a Estrada da
Policia, que ligava o Vale do Paraíba diretamente ao Rio
de Janeiro, melhorando de muito o acesso às fazendas de café.
Em 1840, a abertura da Estrada do Comércio facilitava ainda
mais este acesso. Efeito idêntico ocorreu
quando da abertura da nova Estrada União e Industria, em
1861. Assim, pouco a pouco, de vinte em vinte anos, a abertura de
uma nova estrada diminuía o fluxo de café para o porto
de Angra. A inauguração da linha ferroviária
pela Serra do Mar em 1866 representou o mais rude golpe para a economia
angrense, que não tinha como competir com os custos do transporte
cafeeiro. A proibição do tráfico de escravos
em 1850 já havia embaraçado de muito a economia local,
haja vista que tanto Angra quanto Paraty auferiam grandes lucros
do tráfico negreiro. O contrabando pelo porto de Bracuí
foi severamente reprimido até 1856, quando se verificou uma
última apreensão. Um projeto de 1884 para criação
de um ramal ferroviário ligando Pirai até o porto
de Angra dos Reis esbarrou em falta de verbas. Em 1890, outro audacioso
projeto, este de uma ligação ferroviária pelo
litoral, do Centro do Rio de Janeiro até Angra dos Reis foi
igualmente abandonado quando da crise econômica do Encilhamento
(1891).
A Abolição
da Escravatura em 1888 representou o golpe final na já combalida
economia angrense, que levou à desativação
do porto, passando todo o transporte cafeeiro para o de Santos,
o que levou Angra dos Reis a uma estagnação total.
Caíram em ruínas trapiches e sobrados, também
se arruinando o portentoso Convento de São Bernardino do
Sena, datado de meados do século XVIII e um dos maiores cenóbios
franciscanos da Província.
|
[
Desenvolvimento - 1, 2,
3, 4
] | [Rio-Santos - 1, 2]
| [Verolme - 1, 2]
| [Café - 1, 2,
3]
[Base Naval
- 1, 2,
3] | [Porto 1,
2] | [Decada de 70 - 1,
2] | [Usina - 1,
2, 3, 4,
5] | [Frota - 1,
2, 3] |
|