Base Naval

No século XIX, a Marinha Imperial ressentia-se de jovens com o nível de conhecimento adequado para enfrentar com sucesso o curso da Escola de Marinha, onde então se formavam os oficiais. Já em meados daquele século, encontramos registros da necessidade de um educandário que propiciasse esse nivelamento.
O Ministro da Marinha, em relatório de 1869, preconizava a criação de colégios navais. Dizia ele: "A principal falha é a falta de conhecimentos de Aritmética que revelam os candidatos .... (e) ... esta ciência é à base de todo o curso de Marinha".
Naquele ano, inscreveram-se 220 candidatos no processo seletivo da Escola de Marinha, tendo sido aprovados apenas 25. Alguns desses poucos aprovados seriam jubilados no primeiro ano do curso. Era evidente o despreparo dos candidatos.
Com o propósito de sanar essas deficiências, em 1871, foi criado o Externato de Marinha, o qual apresentava uma limitação importante - somente atendia satisfatoriamente as necessidades dos jovens que residiam na Corte. Por esse motivo, evoluiria para o regime de internato. Por fim, em 20 de outubro de 1876, a Lei nº 2670 criou o Colégio Naval, o qual passaria a funcionar com Alunos procedentes de quatorze províncias, na cidade do Rio de Janeiro, já no ano seguinte.
Esse primeiro Colégio Naval teve breve existência. Foi extinto e integrado à Escola de Marinha, em 1886, formando um único estabelecimento, que receberia a denominação de Escola Naval. O curso até então ministrado no Colégio Naval transformou-se no curso prévio da Escola Naval

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