Ateneu Angrense de Letras e Artes
Nos
idos de 1973, dois amigos angrenses, poetas e historiadores, um
mais poeta que historiador e outro mais historiador que poeta, Brasil
dos Reis e Alípio Mendes, desejosos de criarem oportunidades
para que todos os amantes das artes e das letras partilhassem os
seus anseios, se juntaram com o propósito de fundar uma agremiação
onde se pudesse preservar, amparar e divulgar a história,
as letras e as artes.
Assim,
reunidos no Clube Comercial, no dia 30 de abril de 1973, um grupo
de treze amigos, convocados e liderados pelo historiador Alípio
Mendes e pelo poeta Brasil dos Reis participou do nascimento do
Ateneu Angrense de Letras e Artes. Renasciam, naquele instante,
as esperanças de um tempo melhor para o desenvolvimento cultural
de Angra, revigorando o sonho daqueles que relembram com saudade
o promissor passado cultural desta cidade de 500 anos. Logo surgiram
os frutos do esforço coletivo desse grupo em prol dos valores
almejados.
O
Ateneu continuou a sua caminhada iniciada há vinte e nove
anos em prol da cultura dessa “Legendária terra de
Nossa Senhora da Conceição”, procurando não
se desviar do rumo que lhe fora traçado, conforme consta
do seu Estatuto: “União dos amantes das letras e artes;
prestar todo apoio ao desenvolvimento cultural do município,
realizar cursos, congressos, conferências, simpósios,
saraus lítero-artísticos etc; publicar uma revista,
como seu órgão oficial; homenagear, publicamente,
as personalidades ilustres”.
Para
homenagear todos aqueles que se destacam em qualquer setor de atividade
ou prestado relevantes serviços a Angra dos Reis, o Ateneu
instituiu o Colar de Cunhãbebe, sempre outorgado em data
festiva.
Anualmente
realiza o Concurso de Poesia “Brasil dos Reis”, Concurso
de Conto “Alípio Mendes”, que recebe inscrições
de todos países de língua portuguesa, já tendo
premiado até participantes de Portugal.
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